Ônibus a Hidrogênio começa a circular em São Paulo

Um verdadeiro marco para o Brasil no desenvolvimento de tecnologias não-poluentes. Em abril último, o início da circulação em São Paulo de um ônibus-protótipo movido a hidrogênio fabricado em Caxias do Sul – RS, colocou o país no seleto grupo de quatro países (Brasil, China, Estados Unidos e Alemanha) que desenvolvem motores  movidos a hidrogênio para uso urbano em veículos.

O modelo é impulsionado por um motor elétrico, semelhante ao do Trólebus, porém a alimentação é feita por baterias e não por cabos suspensos ao longo da via. Por sua vez, as baterias serão carregadas pelo motor à hidrogênio, que emite apenas vapor d’água pelo escapamento.

Com carroceria de ônibus padrão (12 metros de comprimento e capacidade para 63 passageiros – 1 motorista / 29 sentados / 32 em pé / 1 cadeirante – ar condicionado e piso baixo), o veículo, que tem autonomia para rodar 300km está circulando, sem transportar passageiros, por um trecho de piso de concreto no Corredor Metropolitano ABD (São Mateus – Jabaquara).

Protótipo circulando em São Paulo

Protótipo circulando em São Paulo (foto: Divulgação/EMTU)

O modelo de teste servirá de base para ajustes em outros três veículos idênticos que também devem entrar em circulação em 2010, já transportando passageiros.

Embora os projetos de veículos movidos a hidrogênio tenham sido alvo de grande interesse no período recente, quando o petróleo superou a barreira dos US$100,00 por vários meses, a queda atual do preço do barril torna economicamente inviáveis todas as alternativas disponíveis para sua substituição em veículos, haja visto que a produção do hidrogênio pela eletrólise da água é um processo intensivo em energia, tornando o combustível caro demais e deixando negativo o balanço geral de consumo de energia dessa alternativa de combustível.

Ainda assim, o uso do hidrogênio como combustível é uma alternativa interessante do ponto de vista ambiental e as pesquisas devem continuar para que se possa baratear a tecnologia e chegar a opções mais interessantes também do ponto de vista econômico.

fontes: G1, ABVE e Wikipedia

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  1. Eduardo Hoffmann

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