O Brasil não quer os mini-carros

Clique para ampliar Quase todas as montadoras já tentaram, sem o sucesso esperado, colocar no mercado suas versões e concepções de mini-carros. Aqui no Brasil, o Ford Ka e o Renault Twingo foram as mais conhecidas tentativas. o Ka teve de ser totalmente reestilzado para perder o estigma de carro apertado, sem porta-malas e, logo, caro. A Renault simplesmente desistiu do Twingo. Lá fora, a Fiat já reestilizou e relançou o Fiat 500 mas não se arrisca a lançá-lo por aqui com este conceito de pequeno e barato.

Lendo a matéria do meu xará Eduardo Hiroshi, na Interpress Motor, percebi que há realmente um problema de aceitação dos mini-carros por parte do consumidor. “Por um pouco a mais na parcela”, pode-se comprar um carro maior (leia-se melhor). Ao mesmo tempo, parece haver um insistência em colocar estes modelos nas ruas, mesmo estando evidente o fracasso financeiro do projeto. Me parece apenas a velha (e eficiente) aplicação de market-share da montadora.

Entendendo o vespeiro

Os impostos colocam os carros brasileiros entre os de piores custo-benefício do mundo. Mesmo assim, cerca de 800 novos carros são emplacados e licenciados na cidade de São Paulo, todos os dias. Em outro post, citei a preocupação da CET em um caos definitivo e imediato que poderia ocorrer caso carrinhos como o Cherry QQ e o Tata Nano entrassem no mercado brasileiro pelo preço sugerido nos seus respectivos países de origem.

Quem me dera ter a solução dos problemas da humanidade. Conversando com alguns amigos e juntando as palavras jogadas na mesa de bar, a idéia de tratar o comércio de carros como hoje são tradadas as armas de fogo, talvez seja a solução mais plausível e aplicável: só poderá comprar um carro, quem comprovar que precisa de um. Mas isso é assunto para outra discussão…

O mercado “zilionário” que envolve as montadoras, as indústrias de auto-peças e seus respectivos fornecedores de matéria-prima é responsável por uma violenta arrecadação de impostos, pois os carros alimentam os cofres públicos quando são vendidos e durante sua vida útil, enquanto rodam pelas ruas. Uma imensa fatia dos empregos e negócios no país, também depende da frota circulante, e crescem junto com o aumento da mesma. O setor gera renda para todo o tipo de profissionais: de CEO’s de grandes multinacionais à flanelinhas.

Voltando aos minicarros superpopulares

Família de moto na Índia

Segurança para a família. SQN.

Onde foram idealizados, estes mini-carros super-populares, buscam como público alvo os motociclistas que, por força da baixa renda, trasportam famílias de cinco pessoas em um única moto: uma situação que faz parte do cotidiano da Índia e China.

Ao mesmo tempo que são mais seguros e confortáveis que uma moto, estes carrinho não atendem as normas de segurança mínima impostas para a sua comercialização no Brasil. Definitivamente, também não uma opção para os motoboys (moto-frete) brasileiros, uma vez que a idéia deste serviço é escapar dos congestionamentos. Os mini-carros, não são tão “minis” assim.

Números interessantes

  1. Segundo matéria de Cleide Silva no Estadão, os brasileiros estão comprando carros cada vez mais equipados e mais caros. O valor médio de gasto para a compra de um carro (tíquete médio) em 2006 foi de R$46 mil e hoje está em R$50 mil.
  2. Os carros com motor 1.0 diminuíram sua participação nas vendas de 56,2% para 50,8% nos últimos dois anos.
  3. Nos quatro primeiros meses de 2008, o mercado de carros cresceu 35% no total: os populares cresceram 21%, os sedans aumentaram 32% nas vendas, e os utilitários esportivos, que custam acima de R$80 mil, tiveram um crescimento 98% nas suas vendas.

Os mini-carros ainda não têm mercado aqui no Brasil não somente pelo fato de não terem escala de produção suficiente para baratear o seu preço, mas pelo fato de que os carros são tratados como símbolo de status social por aqui. Além disso, forma-se uma equação complexa, de variáveis duvidosas, ou vice-versa , pois:

Mais carros nas ruas geram:
mais arrecadação (Multas, IPVA, ICMS do cumbustível, venda de peças e serviços, etc.), mais poluição, mais congestionamentos.

Menos carros nas ruas geram:
Mais ar puro, mais fluidez no trânsito, menos impostos, menos vendas de carros, peças e serviços. E menos impostos, significa menos investimentos dos governos (mas isso também é outro assunto).

Dadas as premissas, você realmente compraria um carro superpopular? Dê sua opinião! Comente!

36 Comments on "O Brasil não quer os mini-carros"

  1. o brasil quer sim os mini carros , esta opiniao de que o brasi lnao quer mini carros e so sua.

    Caro Irailson. Esta não é minha opinião. É minha constatação. Porquê você acha que o Gurgel BR-800 não vingou?
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Gurgel_BR-800

  2. Olha acredito que possamos te-los como um segundo ou terceiro carro da familia com certeza.

  3. Carlos Rodrigues | 9 de junho de 2008 at 19:23 | Responder

    O problema que ocorre no Brasil, não é a não aceitação dos mini carros. Não adianta montar um mini carro e o seu preço não ser equivalente e não ser atrativo, ou seja sai quase que o mesmo preço dos carros populares normais. O que a população em geral quer é economia. É só raciocinar e comparar que qualquer um chega nessa mesma opinião.

  4. td bem, o brasil nao quer, mas eu qro uai…

  5. Brasileiro não tem jeito mesmo. Imaginem se a dondoca chega na escola onde o filho estuda dirigindo um Daihatsu Cuore. Nossa, é o fim do mundo! Mas se chegar com um Smart é show. Portanto, não é que o brasileiro não goste de carro pequeno, ele adora sim é o status que o veículo lhe dará e nada mais lhe interessa. Vejam o exemplo dos celulares! Nada mais engraçado de ver a baranga no supermercado fazendo compras e telefonando para casa para saber o que precisa comprar (como se não soubesse), mas para eu deleite, pega o celú e parla a vontade. Eh vontade de ser de primeiro mundo.
    Abraços.

  6. Eu particularmente adoro os minis carros, com certeza se uma fabrica produzir e der assistência técnica, com um bom preço e um bom visual eu compraria.

  7. Na minha opinião nós brasileiros somos muito otários…
    as montadoras maquiam os carros, reduzem a qualidade dos acabamentos e componentes e aumentam os preços todo ano, mas sempre tem a perua gorda ou o zé mané que paga em 84 vezes um carro e sai feliz…

    Enquanto tivermos essa mentalidade, as montadoras continuam cagando em nossas cabeças.

    Viva o Brasilllllll!!!!!!!

  8. É bem verdade que tais veículos não emplacaram. O que dizer quando, por exemplo, a Ford lança o Ka (1ª versão) por um preço estonteante? ESSE foi o motivo real do modelo não atingir boas vendas e não o desempenho, espaço ou outros pequenos pecados no que toca a qualidade do veículo. Dizer que o consumidor brasileiro quer ou não este tipo de veículo é diferente de dizer se o Brasil (Estado) quer ou não! Sou aficionado por este tipo de modelo que em minha opinião, devido a baixa cilindrada (vide modelos de 600cc. aprox.), leva o cidadão para quase todas as tarefas do dia e poluindo MENOS, gerando MENOS calor para a atmosfera, ocupando MENOS espaço, dentre outros benefícios. Claro que não são modelos perfeitos e sempre haverá quem os conteste por uma ou outra razão, mas estou convicto de que se lançados a um valor coerente (observe-se que não emprego o termo “justo”) poderão amenizar muitíssimo certos problemas de trânsito, causados em grande parte por cidadãos exercendo seu direito (não que eu seja contra) de andar sozinho em um veículo de grande porte.

  9. Entendo todas as opiniões, sou comerciante na area de serviços, tenho 3 chaveiros e possuo o modelo TOWER da Asia Motors, este carrinho é bom demais, economico e topa qualquer parada, porem é um carro fragil não se pode fazer viagens longas e pensar que ele vai andar a 110 ou 120 ,temos que relevar as criticas em relação aos mini-carros, alguns modelos são otimos e outros uma porcaria, tenho observado que estes modelos não deslancham no mercado brasileiro por causa de seus preços, vela bem se eu tenho 3 TOWER 97 que valem juntas 21.000,00 porque trocar por uma Fiorino/FIAT 97 que custa hoje 15.000,00 e não ira fazer diferença no meu ramo de serviços, se hj no brasil entrasse qualquer mini-carro
    ultilitario entre 10.000,00 e 14.000,00 com toda certeza eu seria um comprador, e renovaria meus carrinhos,,, minha opinião é que na verdade os preços destes chamados mini-carros são preços de carros comuns em nosso Brasil…

  10. Se fosse um mini-carro neste estilo da toyota eu compraria, mas nãO acredito que seja lançado aqui no Brasil tão cedo!!!

    http://www.noticiasautomotivas.com.br/toyota-via-lancar-mini-carro-no-salao-de-frankfurt-em-setembro/

  11. O brasileiro quer um mini carro sim, mas com um preço racional, compatível, não um que lá fora custa U$5.000 e aqui vem a custar vinte, trinta mil reais. Sai mais barato importar um usado!

  12. O transito em minha cidade esta um absurdo. Estou usando o carro apenas meio expediente pois tenho de levar e buscar minha filha no colegio. A tarde uso a bike pois de casa para o trabalho gasto o mesmo tempo e não me estresso nos engarrafamentos. Troquei meu carro mil ano passado num 1.4, que de nada adianta. Se houvesse minicarro com preço realmente bom, de certo compraria um. O governo uma vez que não investe nada em transporte coletivo, poderia taxar menos os carros para este segmento.

  13. genesio p castro neto | 20 de setembro de 2008 at 22:31 | Responder

    o brasileiro quer um mini carro, que seja resistente, bonito , barrato e economico, as porqueira que apareceran foi para dar despesa e desgoto, o ka era um carro pequeno apertado que gastava igual um carro médio normal, tem que fazer um carro para as pessoas trabalhar estudar durante a semana , quem tem condiçoes compra uma carro maior para sair com ca familia nos finais de semana , tem muita gente que usa uma pequena moto para tudo,…(conteúdo ofensivo removido).

  14. ESTOU DESESPERADA POR UM MINI CARRO , AMO DE PAIXAO QUER SOUBER ONDE POSSO ADQUIRIR AVISE OBRIGADA ADRIANA.

  15. Um mini veículo elétrico para 2 pessoas no valor de R$ 10.000,00, acredito que faria muito sucesso.
    Vejam este link sore os carros elétricos na China. http://www.webmotros.com.br/wmpublicador/Reportag

  16. Antes de falar sobre carros mini, super, elétrico ou popular vejamos quais as condições e a política de base. Que adianta ter um carro onde as taxas e impostos são astronômicos e as rodovias no inverno são paludes e no verão são pandarecos que adianta construir novas estradas se não podem cuidar das existentes. O nosso Presidente falou "os que são contra as formas de energia renováveis estão com as mãos sujas de óleo e ou carvão", quem já ouviu falar do GNV e quanto custava o metro cúbico e quanto custa hoje e o carro elétrico (carro para dois adultos no valor entre 56 e 75 mil valor de um carro 0 Km completo com mais lugares ) que tem feito nossos políticos, em relação ao que falou o Presidente, não quero dizer todos os políticos, pois graças a DEUS ainda há os de boa índole como não podemos esquecer os que pensam que somos palonço estes são os que devemos ter cuidado.
    Que adianta liberdade sem patriotismo ou patriotismo sem liberdade. Falou-se que o Brasil não quer os mini-carros eu concordo, pois vender um carro de baixa potência e qualidade pelo preço de uma Ferrari prefiro a Ferrari, mais se for com preço compatível as suas especificações e econômico "custo consumo benefício" e sem poluir, fico com o mini.

  17. O brasileiro não só quer, como precisa do mini-carro, senão vejamos:
    – Como 1º carro, no caso de famílias com baixo poder aquisitivo, troca da moto pelo minicarro, pessoas que estão iniciando profissionalmente, estudantes, etc.
    – Como 2º carro, no caso de uso doméstico, pra levar crianças à escola, pequenas viagens urbanas, etc.
    O que também nós brasileiros precisamos na aquisição desse carro é um preço justo, sem a taxa de 40% de impostos, precisamos do baixo consumo (30km/litro), o que tornaria interessante a aquisição e uso.
    Chega de demagogia, “quem sabe faz à hora não espera acontecer”, se nosso governo não faz é porque não sabe, ou não quer fazer.

  18. Caro Eduardo,

    Se os mini fossem baratos, venderiam muito. O carrinho da Gurgel não deu certo porque era da Gurgel. Contra a luz, a pintura ficava toda “ondulada”, aspecto visível de suas limitações técnicas.
    Quanto à CET, ao invés de se preocupar com os mini, deveria se preocupar com a falta de transportes públicos de qualidade.
    O baixo consumo de combustível, o apelo ecológico, menor valor de IPVA etc fariam dos mini uma ótima opção,inclusive como segundo carro da família.
    O Twingo também era caro.
    Repito; um mini na faixa de R$ 15.000,00, venderia como água.

  19. Quem disse que o Brasil não quer? Vide comentários acima o que o Brasil não quer é um smart que custa 8000 euros em Portugal, desembarcar no Brasil a 55.000 reais.
    O Ka não deu certo? o Ka é um mini carro? Minicarro que se prese tem dois lugares, se tem quatro já tem falha de projeto, porque muda o perfil do comprador, que passa a comparar com outros modelos de 4 ou 5 lugares(carros comuns)Enfim, mini carro tem que ser econômico, pequeno(menor que o ka), necessariamente com dois lugares e evidentemente com preço maximo de 15.000 reais, acima disso
    é melhor fica com o Uno Mille que é feio, mas tem excelente custo benefício… Minicarro? Eu quero o meu.

    O ERRO DOS “REPORTERES” E REPORTERES BRASILEIROS É COLOCAR PALAVRAS NA BOCA DO POVO SEM AVALIAR O MOTIVO REAL DA REJEIÇÃO DE UM PRODUTO.

  20. Infelizmente, todos os mini-caros foram um fracasso.Se um sujeito que deseja um veículo só para duas pessoas, por que ele não compra uma moto, que é:1-Mais barata.2-Mais econômica.3-Mais fácil de estacionar.4-Não fica presa no engarrafamento.5-Não precisa de garagem.
    *************************************
    É claro que os min-carros para só duas pessoas vão ter quem os compre.Só que serão poucas pessoas.

    *******************************************
    Sobre o fiasco das carrocinhas da Gurgel, isto se deveu à péssima qualidade, daqueles veículos.

  21. Na minha opinião existe um grande mercado para carros populares aqui no brasil sim, eu mesmo gostaria de ter um carro supermini mas o grande problema é que estes caros são sempre lançados em grandes centros onde a renda dos habitantes é bem maior que no interior, sou aqui de pelotas – rs aqui nunca veio nada destes carros para vender e quando chegam aqui já são carros usados e supervalorizados pelo questão custoxbeneficio, gosto de carros vejo as novidades, estou estutando a compra de um Kia Picanto 35 mil reais, se eu comprar será o primeiro da cidade mas seria o unico carro que pode substituir minha moto que faz 39km por litro tem que ser um carro que faz 22 km por litro não tem outro jeito mesmo.

  22. Não consigo entender o povo Brasileiro, tive um twingo por oito

    anos e me arrependi quando vendi. Pequeno por fora e grande

    por dentro, no dia a dia serve para tudo. É triste saber que a

    Renault não quer mais vender esses carros aqui em nosso País.

    A qualidade de acabamento e tecnologia deixa a desejar o clio

    que comprei. O povo brasileiro que está diminuindo o número

    de filhos deverá olhar o futuro e entender que cada vez mais

    veículos rodando, tudo está ficando mais defícil em todas as cidades brasileiras. O nosso Governo deveria enchergar rápido

    como fez o Estados Unidos que está chamando nossos técnicos

    brasileiros para projetarem carros menores e de baixo consumo

    Será que eles estão certos ou nós que queremos aparecer de

    ricos consumidores. Já fui ao Estados Unidos e nunca ví povo

    pão duro, eles brigam pelo que consomem, chegam a fazer trinta

    quarenta milhas para comprar um travesseiro mais barato. O nosso governo não fala disso para nosso povo, quer que fiquemos analfabetos e cegos e mandar gastar principalmente

    em tempo de crise mundial. Pessoal vamos pensar mais e exigir

    mais de nossos governantes se não a batata vai ficar quente!!!

    • Voce tem razão Mano, eu fui aos Estados Unidos das Americas e fiquei encabulado com a sovineza dos manos de lá. Os cara dão o maior valor ao dinheiro e as coisa são barata demais. Um mano amigo das Americas comprou um Ford Mustang brand new (novinho) por US$.25.000,00. Aqui no Brazil (3º mundo), a gente pagamo US$.120.000,00. Êta paisim nojento este nosso, nâo?

  23. Sr. Dalton C. Rocha, deveria saber mais da nossa história em

    vez de criticar pessoas de QI e que enxergavam longem, em

    se falando de carrocinhas da GURGEL. O fato é que esse Sr.

    GURGEL que era engenheiro não teve apoio sequer do governo Federal da época, não sabamos por que nessa mesma época a

    FIAT se instalou por aqui e teve todo o apoio possivel para ser

    acreditada e crescer e fazer com que o povo brasileiro acreditasse nos carros que eram fabricados o FIAT 147 C, tão pequeno como o GURGEL.

  24. Acredito que o nosso presidente não seja tão retrógrado quanto os do passado, que governaram o nosso pais sem pensar na população que nescessita de um carro mais popular, tanto quanto ao Towner que trouxe mais condições de trabalho às micro empresas que não poderiam comprar um carro de trabalho mais econômico, assim gerando um meio de transporte barato e seguro para um pequeno comerciante que tem vontade de crescer. O presidente tem por obrigação politica permitir que seja concedido, tanto como a TOWNER foi, a importação destes carros usados com garantias em outro país de origem, mais baratos já pelo seu uso, como a KIA já o fez, assim trazendo um carro mais em conta e que se ocorra menos acidente, assim como que ocorre com os motoqueiros que são obrigados a andarem de moto correndo todos os riscos direto com o seu corpo porque não tem opção de ter um carro mais barato para comprar. É o que vemos no Brasil. Quantos carros velhos temos andando no nosso pais? Poderia se ter carros com preços mais acessíveis. Assim, sumiriam os carros mais velhos das ruas sem condições de uso, e com muita poluição. Já ajudaria muito. Obrigado!

  25. Em relação ao tópico "Entendendo o Vespeiro", a carga Tributária no Brasil édeveras elevada. No entanto, o que realmente deixa encarece o carro no Brasil é a ganância das montadoras de automóveis e a sede desenfreada de comprar do brasileiro. Ocorre simplesmente a lei da oferta e da procura. Em que pese os preços altos dos veículos, o consumidor continua a comprá-los, mesmo que fique onerado por dois anos inteiros. E se a procura continua, por que diminuir os preços?
    O analista Adam Jonas, responsável por pesquisa do banco Morgan Stanley, concluiu que a margem de lucro das montadoras no Brasil chega a ser três vezes maior que a de outros países.

    Caro Roberto. Muito boa sua observação. Parabéns.

  26. EU QUERO UM MINI CARRO BARATO! SE ELES PODEM FAZER, NÓS TAMBEM PODEMOS!TEMOS DIREITO!agora fala que ninguem vai comprar TOLICE eu compraria!

  27. O Brasil precisa de Mini carros sim , só que a midia e os grandes empresarios precisam ficar de boca calada , tudo que é bom para o povo , se metem , falam que o carro tem muitos defeitos , e aumentam o preço , exemplo , o chery QQ era para chegar no Brasil , em torno de R$6.800 em uma matéria que eu tenho e li no jornal do Diario De São Paulo , do dia 11 de dezembro de 2007 é carrinho que é a cara do povo Brasileiro , claro que a matéria é de 2007 , mas se valor subiu não pode ultrapassar os R$10.000 , porque em um Paìs que o salário minimo é R$510.0 , é um carrinho que vem para surpreender muitos grandões , por isso meus amigos vamos querer sim esses carrinhos que são muitos bons e bonitos , tem até painel digital , o modelo QQ de 812cm , sendo que no Brasil só carros de luxo ou importados de auto valor possuem paineis digitais , então vamos querer mini carros sim.

  28. Mini carro pra mim é carro p/ 2 pessoas…ou 4 pessoas sem porta malas…algo realmente pequeno…coisa que o KA nunca foi…

    com certeza absoluta faria sucesso…se fosse um mini de verdade

  29. Gurgel era um visionário e um patriota ao oferecer no mercado um veículo bom e barato, para que todo brasileiro, até os meno abastado, pudesse ter um, mas, infelizmente, não teve apoio do Governo Federal. Se desse certo, acabaria com a cultura tupiniquim “carro, sinônimo de status” para a cultura “carro, item de necessidade como luz ou telefone.” O próprio Gurgel lançou um carrinho elétrico que hoje a indústria mundial aperfeiçoou nas devidas proporções e exalta como veículo politicamente correto – pô, esta exaltação toda hoje em dia poderia ser em cima do carrinho elétrico do Gurgel, aperfeiçoado, óbvio, nas devidas proporções para 2010, e 100% NACIONAL. Há pouco o Governo Federal estimulou a venda de computadores reduzindo impostos sobre as peças, para que todo brasileiro adentre na chamada “inclusão digital”, esta idéia poderia estender-se para os mini carros no Brasil. Há muitos interesses que não deixam o povo ser feliz: 1°) Interesse das financeiras: o que as financeiras ganhariam se um pobre pagasse à vista o seu mini carro? 2°) O Governo – que cobra altos impostos IPVA, etc. – teria de realmente aplicar mais dinheiro para aumentar as rodovias e criar maior estrutura (utopia!!!) 3°) Se o mini carro for elétrico, além da briga já comprada com as financeiras em razão do baixo custo do veículo, compraria-se uma briga com a indústria do petróleo. Mas vale o sonho: é só botar na forma, fabricar em grande escala que os mini carros irão vender! Podem acreditar!

    O povo aqui neste fórum é unânime: redução nos impostos do mini carro, qualidade na fabricação, maior estrutura nas rodovias e preço barato (R$ 10.000,00 tá de bom tamanho), o carrinho vende a valer, e passa a ser POP!! Problema das marcas que não se adaptarem. PELO FIM DA DITADURA PROTECIONISTA IMPOSTA PELAS GRANDES MONTADORAS, INDÚSTRIA PETROLEIRA E INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS: QUEREMOS O MINI CARRO! O povo brasileiro merece ser dignidade maior.

  30. Sobre a picaretagem chamada Gurgel, o site http://blogs.estadao.com.br/jornal-do-carro/adeus… tem as seguintes palavras escritas:"

    Comentário de: Conhecedor [Visitante] 04.02.09 @ 08:49 É interessante como o Gurgel conseguiu criar essa aura de semi-deus sendo como foi. Pelos posts aqui, as pessoas tem a imagem que o Gurgel foi um injustiçado, um empresário espetacular e um homem que não teve nenhum apoio. Repetindo, eu convivi com ele por 40 anos. Não é nada disso. Ele era um engenheiro genial. Disso não há dúvida. Suas soluções técnicas eram apreciadas por todos, incluindo as montadoras. Fora isso, ele foi um empresário lamentável.

    Gurgel mantinha a famosa casa de hóspedes em seu sítio próximo da fábrica. Aquilo vivia lotado de políticos de todos os tipos, todos muito bem agraciados para garantir vantagens fiscais e financeiras à Gurgel. Nunca houve falta de dinheiro público. O próprio BNDES colocou dinheiro a fundo perdido (FUNDO PERDIDO) para financiar as pesquisas da fábrica. Hoje falam aqui que havia falta de dinheiro público. O Sr. Gurgel prosperou na fase do regime militar, anos 70 e 80, regime este que adorava apoiar empresários brasileiros. O Sr. Gurgel foi um desses empresários.

    Gurgel não prosperou porque era impossível trabalhar com ele. Ele era extremamente centralizador. Nunca nada o que as pessoas faziam estava certo. Cansei de ver ótimos engenheiros serem contratados e pedirem a conta no mês seguinte porque o Gurgel os tratava mal, não lhes dava liberdade para nada e interferia o tempo todo no que estivessem fazendo. Dessa forma, os bons iam embora e Gurgel ficava cercado de bajuladores e puxa-sacos incompetentes, que era o que de fato o agradava.

    Não existia custos na Gurgel e não foi feito projeto de viabilidade econômica para o 0800. Se fosse nos dias de hoje, a Gurgel Motores não teria como ter aberto o capital na bolsa. O objetivo do Sr. Gurgel era que o 0800 custasse 60% do preço do Fusca. De onde ele tirou esses 60% ninguém sabe. Era impossível fabricar, com a escala pretendida de 50.000 veículos anuais, algum carro mais barato do que o Fusca. Mas custo não importava ao Sr. Gurgel, apenas a notoriedade.

    As montadoras gostavam do Sr. Gurgel, ao contrário do que muitos dizem aqui. Ele nunca foi competidor de montadora nenhuma e nem o seria com o carro popular. Todos o consideravam mais um visionário capaz de fazer muita articulação política e incapaz de administrar qualquer empresa. E era isso mesmo. Ele era amigo pessoal do Sr. Wolfgang Sauer, presidente da Volks, que vendia muitos chassis e motores para a Gurgel.

    Tem muito mais mas chega… vamos deixar Gurgel descansar em paz e os amigos aqui, que acompanharam tudo pela mídia, acreditar que ele foi um gênio injustiçado. Parte de sua família, entretanto, continuará morando nos EUA, onde estão os recursos patrimoniais e onde os processos criminais que correm na justiça brasileira não poderão alcançá-los."

  31. sou a favor dos mini carros tbm,mais claro credibilidade é tudo,por isso a honda a daihatsu e a suzuki que sao grandes empresas no japao,poderiam trazer seus mini para o brasil.principalmente a honda que tem montadora aqui no caso da mesma o honda life seria otima opçao!

  32. Acorda comentarista,se o mini carro E O PREÇO seria da mesma proporçaõ, no Brasil teria muitos mini nas ruas.

  33. Li todos os e-mails q. foram enviados a respeito dos mini-carros. Fiquei feliz em saber q. um grande nº de pessoas deseja, como eu, um mini-carro. Só q. ninguém se lembrou da origem do fusca q. foi lançado em plena gerra mundial, onde, em virtude daquele estado de coisas não foi pensado em luxo e vaidade mas tão somente um veículo para servir ao povo. Não me consta que houvessem tantos críticos,tantos entendidos como hoje e, no entanto foi o carro popular q. teve enorme aceitação mundialmente e atravessou décadas. Eu pergunto: ele ficou naquele primitivismo? Foi contestado e repugnado em alguns países? Não pelo contrário, foi sendo modificado paulatinamente sem nunca perder a sua linha original, como acontece hoje em dia em q. um carro lançado no mercado, com toda pompa, não tem continuidade na sua linha de produção. Quero dizer com isto q. se os atuais carros preenchessem todas as expectativas de gosto e satisfação, ninguém quereria trocar de carro todos os anos. Pra quê se estou me sentindo bem com ele? Mas não é isso q. está acontecendo. As fábricas lançam diariamente um número enorme de veículos; claro q. cada vez mais caros. Em qualquer lugar q. se vá, as casas dos antigos açouges, quitandas e armazens se transformaram em locais de venda de carros usados. Quem é q. não sabe disso? Então eu pergunto: será q. os mini-carros não evoluirão também com o emprego da ciência e tecnologia como aconteceu com o fusca, oh senhores q. tanto defeitos acham nesses mini-carros? Com q. competência, conhecimento de causa alguém pode dizer q. o Brasil não quer mini-carros?

    • Mario. Agradecemos pelo seu empenho na discussão de nossos artigos e gostaríamos de convidá-lo a ler o artigo na íntegra. EM primeiro lugar, gistaríamos de frisar que os conceitos de “carro popular” e de “mini-carro” são diferentes. Enquanto este tem a ver apenas com seu tamanho, aquele tem a ver com seu preço.
      Notadamente, o artigo trata de tempos atuais e em hipótese alguma questionou-se o legado histórico e benevolente deixado pelos carros populares do século passado, em especial o Fusca.
      Quanto à competência e conhecimento de causa, recomendamos que acesse as fontes cujos links estão disponíveis e contextualizados no teor do artigo, fortalecendo a conclusão de que o brasileiro não quer mini-carros em termos gerais.
      Obrigado por deixar sua opinião. Seja sempre muito bem-vindo.

  34. Concordo com o Carlos Rodrigues e João Bosco, eu teria pelo menos 2 Nanico Car um pra mim e outro pra minha esposa, e sem desfazer do meu sedan pra quando fosse viajar, isso seria renda para o governo sem dúvida. Seria muito vantajoso

Comente este artigo

Seu email é obrigatório, mas não será mostrado.


*