Effa M100 – Carro novo, mecânica antiga


Depois de todo o alvoroço causado pela chegada de um carro mais completo e mais barato que o Mille, até então o carro com valor mais baixo do Brasil, chega a hora de avaliar e desmistificar a parte mecânica deste chinês distribuído pela Effa Motors aqui no Brasil.
Bagageiro

O Jornal Oficina Brasil levou o carrinho para uma avaliação inédita da qualidade da sua construção na Engin Engenharia Automotiva, oficina reparadora do engenheiro Paulo Aguiar. É fato que a presença de veículos fabricados nos países asiáticos estão cada vez mais presentes no mercado brasileiro e a avaliação de um veículo que disputa mercado entre os mais vendidos tem suma importância. Acompanhe a matéria.
Por Paulo Franco e Vagner Leite

A unidade avaliada, como todas as importadas até agora, é equipada com ar-condicionado, faróis de neblina, rádio com CD player, trava elétrica em todas as portas e vidros elétricos nas portas dianteiras, entre outros. Veja a seguir quais são as qualidades e os pontos fracos do compacto chinês em nosso inédito raio-x.


O sistema de captação de ar do M100 difere dos demais veículos, pois antes de ser filtrado, o ar passa pelo coletor de admissão.

MOTOR
O M100 usa um pequeno propulsor 1.0 de 47 cv com corpo de borboleta a cabo, atuador da marcha lenta (motor de passo) e sensor de posição da borboleta. Estas duas últimas são desenvolvidas pela Bosch, assim como a bobina e o sensor Map.

Uma novidade neste veículo está no coletor de admissão: em seu interior, a peça contém uma tubulação que encaminha o ar externo para o filtro de ar e o ar filtrado novamente para o coletor, ou seja, a entrada do coletor é dividida em dois tubos, um que leva o ar para o filtro e outro que o recebe filtrado.

O motor do M100 utiliza sistema de ignição por distribuidor e uma bobina, como nos antigos carros que usavam carburadores. Na hora de revisar o modelo, vale uma importante dica: o reparador deve ficar atento com o cabo de aceleração. Caso ele esteja posicionado incorretamente, pode ficar em atrito com o distribuidor e, conseqüentemente, se danificar.

Apesar do pouco espaço destinado à correia dentada, não há maiores dificuldades para trocá-la. Na maioria dos veículos, o sistema de retorno de combustível para o tanque é realizado no filtro, mas, no M100, a volta da gasolina é feita na flauta (tubulação das válvulas injetoras). Para trocar o filtro de óleo, basta remover a peça, localizada ao lado do cárter.

O sistema de suporte do motor é semelhante ao do antigo Fiat 147, com uma travessa no sentido longitudinal e dois coxins nas extremidades para apoiar o bloco do M100. Mas, nesse ponto, há um inconveniente, já que o reparador poderá ter dificuldades na hora da troca dos coxins. No câmbio, existem dois coxins inferiores cuja substituição será bem mais fácil.

O modelo utiliza sistema de ignição antigo, com distribuidor comandado mecanicamente, por um eixo posicionado no cabeçote.

CÂMBIO
Para engatar ou trocar de marchas, o condutor terá dificuldade, pois o movimento da alavanca de marchas é duro. O mecânico não terá problemas para substituir embreagem, pois o câmbio está bem posicionado, o que proporciona facilidades em caso de manutenção. O sistema de acionamento é a cabo e conta com um contrapeso para o acionamento do garfo.

Uma tampa de ferro protege a correia sincronizada.

SUSPENSÃO E DIREÇÃO
No M100, as extremidades da barra estabilizadora estão fixadas ao braço oscilante da suspensão. O sistema é simples e prático tanto na montagem quanto na desmontagem. No teste, o veículo demonstrou ser instável, às vezes puxando para a direita e outras para a esquerda, além de gerar um ruído que parece estar localizado no interior da caixa de direção.

O reparador deve ficar atento, pois a bateria requer água destilada.

FREIO
O sistema dianteiro é composto por discos e pinças flutuantes. Já a traseira contém tambores e lonas de freio, além de uma válvula equalizadora responsável por distribuir o fluído de acordo com a carga.

O motor visto por baixo, possui travessa semelhante aos Fiat 147.
Mesmo que a mecânica do Effa M100 seja pouco evoluída, isto facilita a manutenção por mecânicas independentes, pois todos os sistemas são velhos conhecidos dos reparadores, não devendo complicar na hora de um diagnóstico. Resta saber se as peças terão preços compatíveis com o preço do carro e serão fáceis de achar. Por enquanto, somente nas concessionárias, que ainda são poucas.

12 Comments on "Effa M100 – Carro novo, mecânica antiga"

  1. eu estou pensando em comprar um..

    estou pesQuisando por ex: manutenção, peças,

    etc.. mas o preço é muito bom por ser completo..

    tem lá seus criticos..

    só uma pergunta: como funciona sua suspenção traseira?

    obrigado e boa tarde..k

  2. Eu gostari de saber quando o m100 vai ser vendido em Porto Alegre no RG, gostaria de ver ele bem perto.

  3. Este carro vai passar pelo o que passou a towner, por não pagar matérias, haverão muitas criticas disso ou daquilo. Mas me digam, com exeção de alguns importados, qual nacional que é melhor? a questão que vejo é: quanto mais forem vendidos mais se solidificara, exemplo da towner que voltou e até 1999 foi um sucesso.Diga-se que foi o único carro no brasil que não ficava na prateleira. VOU COMPRAR UM EFFA M100.

  4. É um carro macio. Dificuldade de passar a marcha qualquer condutor sem experiência terá, e em qualquer tipo de carro.

  5. Eu tive um M100!
    Ta no Patio da Porto Seguro por falta de peça!
    A Porto só me pago 70% do valor da tabela alegando responsabilidade da EFFA.
    Paguei 23 300,00 tabela fipe 16.000,00 recebi 13.000,00
    Sem contar o período de 1 ano que fiquei com o carro e so tive problemas!
    lamentavel ( O CARRO É UMA PORCARIA )

    Agora vô conversar com eles na justiça!

  6. Olá, eu comprei um tem uma semana, e já estou insatisfeito, pois parece uma carro de brinquedo, o acabamento é muito simples, motor muito fraco, para vc subir uma ladeira de +ou- 12 graus de inclinação, se vc estiver com o ar ligado e mais dois caroneiros com vc pesando uns 80 kg cada, vc tem subir de 1ª macha e desligar o ar. o carro ja veio com broblema no ar, só sopra para baixo, e suas poutronas traseiras ja vieram com defeito de fabrica. Estou muito insatisfeito, não gostei mesmo…. se arrependimento matasse…
    Att,
    Badaró.
    Brejetuba-ES 05/03/2011

    • Sugiro então uma Maserati MC12-corsa, por uma pequena diferença de preço garanto que terá satisfação total e não precisará desligar o ar na subida.
      Afrânio
      SP

  7. Mais um carro de pobe no mundo sem segurança e Potencia pra fazer os brasileiros felizes ! OMG ! onde vamos parar ?!

  8. GOSTARIA DE SABER QUANTO CUSTA O M100 A AQUE NO BRASIL?

  9. o effa m100 e bom o problema e manutenção.Mas estamos de olho mesmo e no tata nano e no bajaj ULC q são bem mais baratos e serão distribuídos pela fiat e renalt q já são firmes no mercado nacional,mas o problema e o preço final incluindo os pesados impostos que o governo brasileiro impõe.

  10. TA AÍ , CARRO CHINES NAO PRESTA .

  11. Comprei 1 M100 zero em 2012. O ano de fabricação era 2011. Preço 22.000,00 a vista. Estou com ele ate hoje, claro que é o meu segundo carro, pois, tenho um outro para viagens longas.
    Ta com 47.000km rodados e tive poucos problemas com ele. Fui a São Paulo na loja Effa e comprei várias peças para ter de reserva, mas, ainda não usei, com exceção do limpador de para brisas e da correia dentada que vou trocar essa semana. Meu maior problema foi com a concessionaria: auto mais Cabo Frio, que fez muita besteira. A pintura é o ponto fraco do carro. Ja peguei com pontos de ferrugem e por ser branco logo apareceu pontos em paralamas tampa da mala e área do compartimento do motor. Caso alguém necessite de mais detalhes posso fornecer. Quando coloquei o carro na concessionária para retoques de pintura e para reposicionar a tampa traseira, que veio com desalinhamento na dobradice, ao pegar o carro, não mais travava as portas eletricamente e nem mecanicamente, a lãmpada do teto não mais acendia quando abria as portas, entre outras, pois parecia que trocaram peças de valor alto existentes nestes circuitos. Quando reclamei da garantia me disseram que a empresa não estava fazendo reparos de garantia, mais não. Prefirir assumi o carrinho e agora quem cuida dele sou eu, ou quando levo para alguém fico em cima para não fazerem merda.

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